A água bateu na perna quando se chegou do mar.
E vinha como se quisesse fugir de lá.
Fugiu.
Mas o pensamento do mar é não deixar que a água vá embora.
Ela pode bater na perna de quem bateu.
Mas a água do mar tem que voltar. Ela não pensa e o mar pensa que a quer
Assim mesmo, só por querer.
Pensa que a água nunca pense e sempre volte (depois de bater na perna que bateu).
Que ela molhe alguma perna que era seca e volte com areia (pois o mar sabe o que é areia)
E sabe ,que logo a água volta, e ele só quer água e não areia
Ainda que sintam-se uma só coisa que parece água e areia
E a lembrança da perna que bateu.
Não há que se ter pena da água ( e da areia que parece uma coisa só)
Porque ela gosta de não pensar
E ser assim, como sempre quis ser e é
Ela gosta de bater e voltar
Para o mar.
---
(Dá-lhe BOCA hj por favorrrr... LDU na final.... que moleza...)
quarta-feira, junho 04, 2008
I
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
sim, ficou com cara de misterio, muito bom sou fã dos se imaginario e da molecagem que as veses aflora nos finais de semana em vc =))
nois irmao s2
Não sei se foi vc ou não que fez esse poeminha,
mas eh profundo!
HSUIhiaSUioas
tem lugares pra onde sempre voltamos, que na verdade é o nosso lar.
Por mais que vejamos o mundo, provemos dele e absorvamos alguma coisa, sempre voltamos à nossa raiz ,inconscientemente, sem pensar... essa eh a natureza.
ótimo texto
;**
Postar um comentário