eu não queria paisagem, mas a janela se abriu
eu não acreditei na beleza, ou quase...
esse verde, todo torto e perfeito
essa onda maior que a praia, esse sol...
sol maior que o céu, maior que tudo
que amadurece a maçã,
e eu não acreditei na beleza.
que desafio! Esse, de ser sol e árvore
tudo junto e bonito
desviado do certo e comum
diferente do reto e mais longe do normal
mas eu não acreditei na beleza,
a incerteza de não ser sol, nem onda, nem arvore ou maçã.
desengano é longe dessa paisagem,
o desencanto nunca viu tantas cores
e esse quadro ninguém vai desenhar
obra prima da janela,
aquela,
que se ve sem demorar
e de lado ou de frente, na sombra ou na luz
nada reproduz esse sol, essa onda
ninguém derruba essa árvore ou machuca essa maçã
que transborda beleza,
e eu não acreditei,
porque é difícil perceber
que ela é a própria natureza.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
eu não acreditei
terça-feira, outubro 14, 2008
rafinha bastos
rafinha bastos, ou como disse minha sobrinha, rabinha fastos:
" Quem come bombom de café?!? "
Teatro com as melhorias companias, bem menos alcool no sangue, e chopp na sequência. =)
Precisamos descobrir quais as pessoas da banca que nasceram em rondônia...
quarta-feira, outubro 08, 2008
Remand
O ar, o momento, o sentido, o espaço, a matéria, a antimatéria, a lógica, a loucura, o nada. O ar, a inércia, não há nada...
O vento, sim, foi forte! Derrubou conceitos e motivos.
E a ânsia de ter sorrisos é sempre tão mais forte, quanto o medo de não poder mais te-lo. É a balança da vida, do pesar e do prazer. Pesar os contrários e inversos. Sentir o que vale a pena.
Eu, nós, pesamos, e ansiamos pela chance de se desmembrar do lugar razoável, do limbo, do ostracismo, e também por sentir o novo. O novo, inconsequente, duro e maravilhoso como deve ser, não há de sair da memória e da planta futura dos desejos.
Eu quero novamente, e mais uma vez, perceber que a inércia não vai atrapalhar, e por mais que esteja bonito e límpido o ar, faze-lo girar. Ventar.
Forte é o vento que vem lá do sul...
segunda-feira, setembro 29, 2008
há mais terra no vaso.
Não conseguia perceber beleza, eu não.
Era fácil de ver algo errado, ou não ver alguma coisa certo, alguma certeza. Só percebia insegurança nesse caminho.
De tantos devaneios, os motivos...
Há mais terra no vaso, menos terra no chão.
De tantos concretos, um murmúrio fugaz
Contrariando algo que todos sabem mas ninguém é capaz de negar
Fazer o seu, à sua moda, em seu tempo.
De tantos prédios, criamos os vasos
E de tantos muros, conjuramos as escadas
Eu, você, eu, ele...
Pedimos isso, com um brilho no olhar, uma palavra enganadora, um aperto de mão
E agora?
Há mais terra no vaso...
Um caminho louco meu é só meu
Que não é fruto, é só uma razão
Criada pra disfaçar e atenuar as imagens da realidade
Há mais terra no vaso, mais e mais no vaso
E eu esqueci do chão.
segunda-feira, setembro 15, 2008
esse rala num rola mais
Não rola.
quarta-feira, setembro 03, 2008
dia
Hoje o dia já quase passou.
Já é, portanto, quase passado.
Mas hoje é presente.
Não aconteceu nada, mas é presente.
E era futuro de ontem, planos e sonhos.
Não aconteceu nada, mas era futuro.
Passou o dia sem nada acontecer e eu não pensei em nada. Me senti vazio e normal.
Passou como quem passa na rua, e andou pra frente sem perceber, e fez um vento.
Fez um vento em mim e eu fiz o meu dia sem inventar. Fui fazendo, indo, vindo, comendo. Comi sem pensar que era uma comida do presente. Amanhã vai ser uma comida do passado que não lembrarei o gosto.
Esse pensamento ao menos afetou o que seria esse dia sem pensamento. A inércia machuca o tempo da mudança, é preciso se movimentar, sempre pensante. É uma dica que dou para não ser como eu ou outrém que não pensa o que faz, apenas faz o dia acontecer.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Vai (e volta logo!) irmão! =]
Esses momentos acontecem. Não precisam de explicação. Não são passíveis de análises ou fruto de grandes engenharias da traquinagem.
São momentos fortes como as raízes das árvores. E suaves como suas mais leves flores das mesmas. Infinitamente coloridos e absurdamente cinza. Muito cinza. Escurecidos pelo futuro que vai machucar.
Matheus vai embora com deus, meu irmão! Leva alguma coisa boa minha com você. Leva um pouco da felicidade que você me deu, todas as vezes que sorriu pra mim, ou que precisou chorar comigo. Você é forte. É meu irmão mais novo.
Leva de mim a dor que foi te aconselhar que o certo era você conhecer o mundo, pois essa oportunidade é única. Mas leva também a certeza que quando você voltar você vai me dar aulas, pois você disse: "Vou voltar falando inglês melhor que você!". E vai mesmo! heahehahea.
Irmão... ainda vou escrever mais pra você, sempre que você quiser ler, vai ter algum recado pequeno, ou um texto sincero te falando como estamos, e da saudade que você nos deixou... Mas agora eu não consigo mais... Já basta ontem, tanto choro.. de tantas pessoas, que te amam!
Boa viagem irmão!
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Feliz aniversário Gota, festa bagaça, tudo que a mlkda gosta, desculpa por estar locão!!!
Mi dexa, te amo (mas vc nao me conhece..) =]]